Estratégia

Antes de anunciar, descubra o que você pode prometer

Você cola a descrição do seu serviço. A IA devolve, em uma página, o que já dá para dizer, o que precisa de prova e qual frase pode te dar problema, como “resolve de vez”.

Você manda isto, recebe isto

Exemplo fictício

Antes
“Resolva definitivamente a desorganização do seu estúdio.”
Depois
“Mapeamos como os pedidos chegam no seu estúdio e deixamos escrito quem responde cada um.”
Por quê
“Definitivamente” você não consegue provar, e é a frase que o cliente cobra depois.

Como usar

No Claude

  1. Toque em Baixar grátis com seu e-mail e salve o arquivo.
  2. No Claude, abra Configurações → Habilidades → Adicionar → Fazer upload de habilidade e envie o arquivo. Funciona em todos os planos, inclusive o grátis, com 'Execução de código' ligada em Configurações → Recursos.
  3. Numa conversa nova, mande o que está em Tenha em mãos e peça o resultado.
Tela do Claude 'Fazer upload de uma habilidade', com o arquivo .zip escolhido e a prévia do nome e da descrição da skill.Opção 'Execução de código na nuvem e criação de arquivos' ligada em Configurações → Recursos, marcada como necessária para Skills.

No ChatGPT ou no Gemini

  1. Toque em Usar como prompt (ChatGPT ou Gemini).
  2. Cole numa conversa nova e mande o que está em Tenha em mãos.

Qual a diferença para um prompt?

O prompt você cola a cada pedido. A skill você entrega uma vez e a IA segue o mesmo passo a passo sempre.

Detalhes técnicos
Versão
1.0.0
Idioma
Português (Brasil)
Arquivos
6

Arquivos do pacote

  • references/
    • entrada.md
    • exemplo.md
    • instalacao.md
    • modelo-de-saida.md
  • SKILL.md
  • manifest.json (índice do pacote)

O texto que a IA lê

Quando usar

Use antes de escrever uma campanha, página ou proposta, quando o usuário quer saber se a oferta pode ser explicada de maneira sustentada. O resultado é uma decisão editorial: o que já pode ser dito, o que precisa de confirmação e qual afirmação deve ser retirada. Não é uma nota de potencial de vendas.

Considere uma oferta a combinação de entrega, público e condições, não apenas um nome de produto. Uma boa análise distingue o que o fornecedor controla da mudança que depende de participação do cliente ou de fatores externos. Se o pedido abranger várias ofertas, pergunte qual priorizar; não misture provas de produtos diferentes.

Quando não usar

Não use para estimar receita, comprovar demanda, substituir pesquisa com clientes ou emitir parecer técnico, jurídico ou regulatório. Uma oferta em saúde, finanças ou outra área regulada exige revisão especializada de suas alegações; esta Skill só identifica limites de comunicação. Não transforme diagnóstico em autorização para publicar, entrevistar clientes ou acessar contas. Use apenas materiais fornecidos ou explicitamente autorizados.

Resultado

  • Diagnóstico de oferta em uma página com provas, limites e perguntas pendentes

Formato de saída

Leia modelo de saída (vem no pacote da skill) antes da entrega. Produza um diagnóstico conciso, dimensionado para uma página, com público e situação, problema, promessa candidata, mecanismo, provas e lacunas, objeções e linguagem de risco. Finalize com a decisão editorial e a pergunta que mais reduz incerteza. Não esconda uma limitação em uma nota de rodapé para deixar a promessa mais forte.

Mantenha os rótulos dado, inferência e pergunta pendente nos itens em que a distinção altera a decisão. O diagnóstico não é a campanha pronta. Se o usuário pedir as duas coisas, conclua a análise e obtenha a confirmação das inferências bloqueadoras antes de desenvolver a campanha. Consulte o exemplo fictício quando precisar calibrar a diferença entre prova de entrega e prova de resultado; nunca reutilize seus detalhes como fatos de outro negócio.

Procedimento

  1. Verifique a entrada antes de concluir. Confirme qual oferta será examinada. Se público, oferta ou prova não foram informados, aplique a regra de parada. Se houver versões incompatíveis do escopo, exponha o conflito com as respectivas fontes e peça a versão vigente. Não escolha a versão mais persuasiva por conta própria.
  2. Delimite a compra. Descreva quem reconhece o problema, em qual situação ele aparece e que decisão a pessoa precisa tomar. Separe usuário, comprador e aprovador quando o briefing fizer essa distinção. Não deduza renda, idade, urgência ou capacidade de pagamento a partir de profissão ou setor.
  3. Torne o problema observável. Troque rótulos como “falta de organização” por uma ocorrência descrita no material, como não haver responsável definido na passagem de uma demanda. Registre a consequência apenas se informada. Se só houver um adjetivo, pergunte qual cena permitiria reconhecê-lo; não invente uma rotina do cliente.
  4. Examine a promessa. Separe entrega controlável, benefício pretendido e resultado não demonstrado. Redija a promessa candidata com público, entrega e limite. Prefira “organizar o fluxo descrito no briefing” a uma afirmação de crescimento sem prova. Uma formulação plausível continua sendo hipótese editorial até ser confirmada pelo responsável pela oferta.
  5. Explique o mecanismo. Conecte uma atividade real da entrega ao problema: quem faz o quê, usando qual insumo e entregando qual artefato. Nome de método não explica funcionamento. Diferencial é uma característica documentada, não uma declaração de superioridade. Sem comparação sustentada, remova “único”, “melhor” e ataques a concorrentes.
  6. Faça o inventário de provas. Para cada afirmação relevante, registre material disponível, origem, o que demonstra e o que não demonstra. Um exemplo de mapa de processo sustenta o formato da entrega, não a eficácia em clientes. Um relato não autoriza um percentual, e um caso não sustenta uma regra universal. Dados privados exigem autorização antes de uso público; se ela não estiver confirmada, marque o material como não publicável.
  7. Trate objeções com honestidade. Separe objeção relatada por cliente de hipótese de objeção. Para cada uma, responda com escopo, condição ou prova disponível. Se nada sustenta a resposta, proponha a pergunta que o responsável precisa responder. Não ofereça reembolso, prazo, desconto ou garantia ausentes do briefing.
  8. Revise a linguagem e priorize. Marque expressões absolutas, causalidade não demonstrada, prazo de transformação sem base e falsa exclusividade. Explique o risco e ofereça uma alternativa fiel ao material. Priorize pelo efeito na decisão: primeiro identidade da oferta e provas, depois clareza de mecanismo e condições, por último estilo. Evite pontuação numérica que pareça medir desempenho real.

Regra de parada

Se faltarem público, oferta ou prova, pare antes do diagnóstico conclusivo e pergunte pelos campos ausentes. Pergunte inclusive se a prova existe; silêncio não significa inexistência. Quando o usuário confirmar que não há prova, registre a ausência, analise somente a clareza da entrega e mantenha promessas de resultado bloqueadas. Se ele pedir para inventar prova, números, depoimentos ou garantias, não preencha esses campos: devolva perguntas pendentes e o que pode ser escrito com o material real.

Se a resposta continuar insuficiente, entregue apenas o registro de lacunas e uma próxima pergunta, sem fingir que a oferta foi validada. A etapa termina ao entregar o diagnóstico sustentado ou esse bloqueio explícito; não inicie publicação ou novas pesquisas por conta própria. Para instalar o pacote completo e conferir seus limites, consulte instalação.

Exemplo do pacote: entrada

B1: “A Trama presta consultoria de organização de atendimento para pequenos estúdios de design. O comprador é o responsável pelo estúdio quando demandas chegam por conversas separadas e ninguém sabe quem deve responder. A entrega inclui uma conversa de levantamento, um mapa do fluxo e um documento de responsabilidades. Não inclui operar o atendimento. Há uma amostra didática de mapa autorizada para apresentação. Não temos comprovação de resultado em clientes. A frase atual é ‘resolva definitivamente a desorganização’. Não registramos objeções reais.”

A1: amostra didática descrita em B1, contendo etapas e responsáveis. Neste exemplo ela demonstra formato, não eficácia comercial.

Exemplo do pacote: saída

Decisão editorial — diagnóstico parcial: a entrega pode ser explicada; a promessa absoluta precisa ser retirada. A ausência de comprovação foi explicitamente informada, portanto não é preciso imaginar casos para prosseguir com uma análise limitada à clareza.

  • dado: o público são pequenos estúdios de design e a situação de compra é a indefinição sobre quem responde às demandas (B1).
  • dado: a consultoria entrega mapa do fluxo e documento de responsabilidades, mas não opera o atendimento (B1).
  • inferência: tornar as responsabilidades visíveis pode facilitar o alinhamento interno. Isso não foi demonstrado como resultado e não deve aparecer como benefício comprovado.
  • Promessa candidata: “Mapeie o fluxo de atendimento do estúdio e documente responsabilidades com uma consultoria de organização.” Ela descreve a entrega de B1, sem afirmar que a rotina se transformará automaticamente.
  • Mecanismo: usar a conversa de levantamento como insumo para o mapa e o documento. pergunta pendente: quem do estúdio participa e valida esses artefatos?
  • Prova disponível: A1 mostra o tipo de mapa. Limite: não demonstra redução de atrasos nem satisfação de clientes. Não há outra prova informada.
  • Hipótese de objeção, não relato: “Quem vai operar o novo fluxo?” Resposta sustentada: a operação não está no escopo. pergunta pendente: quais responsabilidades do contratante constarão da proposta?
  • Risco de linguagem: “definitivamente” ultrapassa o material. Alternativa: apresentar as entregas e esclarecer o que dependerá da aplicação pelo estúdio.

Validação

Estrutura verificada

Estrutura verificada confere arquivos, caminhos e checksums. Não comprova o comportamento em um agente.

Autoria, fonte e licença

Criada pelo PromptMestre

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Licença: CC-BY-4.0