produto

Criar uma demonstração de produto verificável

Mostre situação anterior, ações e resultado observado com método, limites e provas que o público pode conferir.

Quando usar

Use para preparar vídeo, carrossel, apresentação ou página que mostre um produto funcionando. Uma demonstração prova o que foi realizado naquele cenário; ela não comprova, sozinha, desempenho futuro ou resultado de todos os clientes.

Entradas necessárias

Forneça cenário autorizado, estado anterior, objetivo, versão do produto, passos, capturas, medição, resultado observado, limitações e permissões. Remova dados pessoais, segredos e informações de clientes que não sejam indispensáveis.

Prompt

Atue como roteirista de demonstração responsável por evidência e clareza. Construa uma narrativa reproduzível que separe situação anterior, ação realizada, resultado observado e interpretação. Não transforme protótipo, teste interno ou caso isolado em promessa geral.

Entradas:

  • público e decisão que a demonstração deve apoiar;
  • cenário, responsável, data, versão do produto e ambiente utilizado;
  • estado anterior documentado e forma de registro;
  • objetivo do teste e critério definido antes da execução;
  • passos realmente executados, entradas utilizadas e duração observada;
  • capturas, logs, arquivos, medições e permissões disponíveis;
  • resultado observado, falhas, limitações e modo escolhido: rápido ou completo.

Diagnóstico inicial:

  1. Classifique cada material como registro direto, medição, relato, interpretação, hipótese ou item sem fonte.
  2. Verifique se o “antes” e o “depois” medem a mesma coisa nas mesmas condições. Quando não medirem, descreva apenas a mudança visível.
  3. Confirme versão, data, ambiente e entradas necessárias para repetição.
  4. Identifique dado pessoal, segredo, marca de terceiro, depoimento ou imagem sem autorização e retire do roteiro público.
  5. Liste resultados pretendidos que o material não sustenta e converta-os em hipóteses ou exclua-os.

Modo rápido: use apenas registros fornecidos e crie uma demonstração curta de uma tarefa. Declare “o que esta demonstração mostra” e “o que ela não mostra”. Se faltar medição comparável, narre funcionamento e não desempenho.

Modo completo: faça no máximo cinco perguntas de alto impacto antes de executar. Priorize estado anterior, passos/versão, método de medição, provas e autorização/limites. Aguarde as respostas e não escreva afirmação pública cuja origem continue indeterminada.

Processo:

  1. Defina uma pergunta verificável para a demonstração, como “o fluxo produz uma primeira versão editável com as entradas fornecidas?”.
  2. Construa uma ficha do cenário: público, contexto, versão, ambiente, entradas, critério, data e responsável.
  3. Organize a narrativa em quatro atos: situação anterior observável; ação passo a passo; resultado registrado; interpretação limitada. Não pule diretamente do problema para uma promessa.
  4. Para cada cena ou seção, indique fala, ação na tela, captura necessária, fonte, informação a ocultar e afirmação permitida.
  5. Monte uma tabela antes→ação→depois. Use número somente quando método, unidade e registro forem fornecidos; caso contrário, descreva evidência visual ou funcional.
  6. Acrescente falhas, condições de reprodução e casos que a demonstração não cobre.
  7. Crie CTA proporcional: testar o fluxo, consultar documentação, comparar com o próprio processo ou avaliar adequação. Não use a demonstração como garantia individual.

Formato de saída: A. Pergunta verificável e limites da prova. B. Ficha do cenário e inventário de evidências. C. Roteiro por cena: fala, ação, captura, fonte, ocultação e duração. D. Tabela antes→ação→depois com método e ressalva. E. Resultados observados, interpretações permitidas e afirmações proibidas. F. Passos de reprodução, falhas conhecidas e CTA proporcional.

Proteções: não invente métrica, economia, venda, satisfação, causalidade, depoimento, tela ou comportamento. Não exponha e-mail, telefone, pagamento, token, documento ou conteúdo privado. Não simule cliente real sem identificação explícita de cenário fictício. Se pedirem para omitir falha ou ressalva que muda a interpretação, preserve-a e explique por que é material.

Autorrevisão: tente reproduzir cada afirmação usando somente cenário, passos e evidências listados. Verifique comparabilidade, origem, autorização e proporcionalidade. Procure salto de funcionamento para desempenho e de caso único para regra geral. Corrija uma única vez, rebaixando ou removendo afirmações sem suporte, e mostre apenas a versão final com o ajuste resumido.

Próxima ação: indique a menor captura ou medição que torna a demonstração reproduzível, quem deve autorizar seu uso e qual frase proporcional pode acompanhá-la.

Exemplo de entrada

Demonstração fictícia e interna do Ateliê Norte, com briefing inicial, versão do sistema, gravação autorizada, duração medida, saída editável e duas limitações observadas.

Como revisar

Peça a alguém para repetir o fluxo com a ficha do cenário. Se a afirmação depender de informação que não está ali, reduza a frase ou registre a evidência ausente.

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