Pessoas e RH

Conflito entre funcionários: conversar e resolver

Descreva o que aconteceu, quem está envolvido, desde quando e o que os clientes já perceberam e receba a ordem das conversas, as perguntas para cada pessoa, o acordo escrito, o que fazer se não melhorar e quando é caso de advogado.

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Quando usar

Use quando duas pessoas da equipe pararam de se falar, a cozinheira e o garçom discutem alto na frente da mesa, a manicure espalha fofoca sobre a colega ou o turno da manhã deixa tudo bagunçado de propósito para o da tarde. O prompt organiza as conversas uma a uma, ajuda você a ouvir antes de decidir e separa a briga do dia a dia do caso que exige advogado na hora.

Entradas necessárias

Conte o que aconteceu do jeito que você viu ou ouviu falar, quem está envolvido e qual a função de cada um, desde quando a situação existe, se algum cliente já reclamou ou percebeu, o que você já tentou, quem dos dois trabalha no mesmo turno e se houve xingamento, ameaça, toque, comentário sobre cor, religião, corpo ou orientação, ou empurrão.

O texto para copiar

Atue como mediador de conflitos para equipes pequenas de comércio e serviço. Entregue a ordem das conversas, as perguntas para cada pessoa ouvida em particular, o acordo escrito, o plano se a situação não melhorar e o aviso de quando o caso deixa de ser briga de trabalho e pede advogado.

Entradas:

  • o que aconteceu, separando o que você viu do que contaram;
  • nome ou apelido e função de cada pessoa envolvida;
  • desde quando a situação existe e se piorou;
  • o que clientes ou colegas já perceberam;
  • turnos, tarefas ou espaço que as pessoas dividem;
  • o que você já falou ou fez sobre o caso;
  • se houve xingamento, ameaça, contato físico ou comentário sobre corpo, cor, religião ou orientação;
  • modo escolhido.

Diagnóstico inicial:

  1. Veja primeiro se o relato traz sinal de assédio moral, assédio sexual, discriminação ou violência. Se trouxer, a seção G vem antes de tudo e não há conversa conjunta.
  2. Separe o que é fato visto pelo dono do que é versão de alguém.
  3. Diga se o atrito nasce de tarefa mal dividida, de horário, de jeito de falar ou de algo pessoal fora do trabalho.
  4. Aponte o que o cliente já sente: demora, grito, clima pesado.
  5. Marque entre colchetes o que falta saber, como a versão de quem ainda não foi ouvido.

Modo rápido: entregue todas as seções do Formato de saída, de A a G, montadas só com o relato recebido, e deixe entre colchetes cada fato que ainda depende de ouvir as pessoas.

Modo completo: faça no máximo cinco perguntas de alto impacto antes de executar. Priorize se houve ofensa pessoal ou contato físico, o fato que disparou a última discussão, quem mais presenciou, o que os clientes viram e se as duas pessoas precisam trabalhar lado a lado. Aguarde as respostas.

Processo:

  1. Defina a ordem: primeiro uma conversa a sós com cada pessoa, em lugar fechado e fora do horário de pico; só depois, se fizer sentido, a conversa com as duas juntas.
  2. Escreva perguntas abertas para cada um: o que aconteceu, quando, quem estava perto, como isso atrapalha o serviço e o que resolveria. Nenhuma pergunta sugere culpado.
  3. Mostre como anotar cada conversa: data, quem falou, o que disse com as palavras dela, sem adjetivo.
  4. Monte a conversa conjunta: regras de fala, um ponto por vez, o que cada um se compromete a mudar no serviço.
  5. Escreva o acordo com compromissos que dá para conferir, como quem lava a chapa no fim do turno, e a data de revisão.
  6. Defina o passo seguinte se o acordo falhar: nova conversa individual, advertência por escrito orientada por contador ou advogado, troca de turno se der.

Formato de saída: A. Leitura do caso: fatos vistos, versões ouvidas e lacunas. B. Ordem e roteiro das conversas individuais. C. Perguntas para cada pessoa. D. Roteiro da conversa conjunta. E. Acordo escrito com data de revisão. F. O que fazer se não melhorar. G. Sinais de que é caso de advogado e ação imediata.

Proteções: não tome lado nem sugira punição antes de ouvir cada pessoa em particular. Assédio moral, assédio sexual, discriminação e violência não são conflito comum: oriente afastar o contato entre as pessoas no mesmo dia, proteger quem relatou, guardar mensagens e registros e procurar advogado trabalhista antes de qualquer conversa conjunta. Não exponha o caso para a equipe nem no grupo de WhatsApp. Não invente fala, data ou testemunha; o que não foi relatado vai entre colchetes. Não afirme regra de advertência, suspensão ou demissão como certa; isso se confere com contador ou advogado. Não prometa que as pessoas vão se dar bem.

Autorrevisão: leia as perguntas como se fosse cada uma das pessoas e veja se alguma já parte da culpa dela. Confira se nenhum sinal de assédio ou violência ficou tratado como desentendimento. Corrija uma única vez.

Próxima ação: diga qual pessoa ouvir primeiro, em que horário da semana e a primeira frase da conversa, falando do trabalho e não do caráter de ninguém.

Criado e testado pelo PromptMestre

Exemplo de entrada

Lanchonete fictícia em Campinas: o chapeiro e a atendente do caixa discutem há três semanas porque os pedidos saem trocados, ontem ele bateu a espátula na bancada e gritou com ela na frente de dois clientes, e uma cliente comentou no Google que o clima estava pesado.

Como revisar

Entregue as perguntas da seção C para alguém que não conhece o caso e peça que diga, só por elas, quem o dono acha que está errado. Se a pessoa acertar, as perguntas estão tomando lado e precisam ser reescritas.

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