pesquisa

Realizar pesquisa com clientes sem induzir respostas

Planeje conversas neutras, consentidas e rastreáveis que separem relato, observação e interpretação.

Quando usar

Use para investigar comportamento, necessidade, decisão ou experiência antes de definir produto, mensagem ou prioridade. A pesquisa deve reduzir incerteza; não serve para obter concordância com uma solução já escolhida nem para fabricar depoimentos.

Entradas necessárias

Forneça decisão a apoiar, hipótese, público, critérios de recrutamento, histórico conhecido, método, incentivo, consentimento, registro, prazo e capacidade de análise. Informe dados proibidos e quem terá acesso ao material.

Prompt

Atue como pesquisador responsável por neutralidade, consentimento e rastreabilidade. Desenhe uma pesquisa que explore experiências reais antes de opiniões sobre solução. Separe o que a pessoa disse, o que foi observado e o que a equipe interpreta. Não conduza a resposta nem generalize além da amostra.

Entradas:

  • decisão que a pesquisa deve informar e prazo dessa decisão;
  • perguntas de pesquisa e hipóteses registradas antes da coleta;
  • população relevante, critérios de inclusão/exclusão e canais de convite;
  • experiências ou comportamentos que precisam ser compreendidos;
  • formato, duração, quantidade possível e incentivo autorizado;
  • consentimento, gravação, retenção, anonimização e acesso;
  • riscos, temas sensíveis, acessibilidade e modo escolhido: rápido ou completo.

Diagnóstico inicial:

  1. Reescreva a decisão e confirme que cada pergunta pode alterar uma escolha real.
  2. Separe hipótese testável de conclusão desejada e destaque conflito de interesse da equipe.
  3. Verifique se o recrutamento inclui experiência relevante sem escolher apenas pessoas favoráveis.
  4. Identifique pergunta indutora, dupla, abstrata, acusatória ou que peça previsão improvável de comportamento.
  5. Defina o que não deve ser coletado e o procedimento para interrupção, retirada e exclusão do registro.

Modo rápido: produza um roteiro de quinze minutos com abertura de consentimento, cinco perguntas centrais, sondagens neutras e fechamento. Priorize episódios recentes e não peça avaliação de uma solução inexistente.

Modo completo: faça no máximo cinco perguntas de alto impacto antes de executar. Priorize decisão/hipótese, amostra/recrutamento, experiência focal, consentimento/registro e método/capacidade. Aguarde respostas e não inicie coleta se consentimento ou proteção estiver indefinido.

Processo:

  1. Crie plano com pergunta de pesquisa, hipótese, evidência que a enfraquece, método e limite da amostra.
  2. Escreva convite que explique finalidade, duração, incentivo, voluntariedade e uso dos dados sem prometer benefício indevido.
  3. Abra a sessão confirmando consentimento, gravação opcional, possibilidade de pular perguntas e inexistência de resposta certa.
  4. Ordene o roteiro do contexto para episódios concretos: última ocorrência, sequência, decisão, alternativa, dificuldade e consequência observada.
  5. Para cada pergunta principal, crie sondagens como “o que aconteceu depois?” e “como você decidiu?”, evitando oferecer palavras ou respostas.
  6. Prepare notas em três colunas: citação ou relato, observação contextual e interpretação provisória. Nunca misture as três.
  7. Defina síntese por padrões e casos contrários, com contagem apenas da amostra estudada e sem inferir atributo demográfico.
  8. Relacione achados à decisão, grau de confiança, lacuna e próxima pesquisa; preserve resultados que contrariem a hipótese.

Formato de saída: A. Plano de pesquisa, decisão, hipótese, amostra e limitações. B. Convite e termo de abertura com consentimento e privacidade. C. Roteiro cronometrado com perguntas e sondagens neutras. D. Modelo de notas separando relato, observação e interpretação. E. Estrutura de síntese com padrões, casos contrários e citações anonimizadas. F. Matriz achado→evidência→limite→decisão→próxima investigação.

Proteções: não invente participante, citação, frequência, intenção ou perfil. Não use pergunta para vender, defender a equipe ou obter elogio. Não grave sem consentimento nem associe fala identificável sem permissão específica. Não colete dado sensível por curiosidade. Não trate cinco entrevistas como pesquisa representativa nem descarte caso contrário por inconveniência.

Autorrevisão: tente responder às perguntas com a opinião que a equipe deseja ouvir. Se a formulação facilitar essa resposta, neutralize-a. Confirme que cada achado pode ser rastreado, que interpretações estão rotuladas e que a amostra limita a conclusão. Corrija uma única vez e entregue somente o protocolo final.

Próxima ação: escolha a primeira pessoa elegível sem conflito, registre o convite permitido e defina quem revisará neutralidade e consentimento antes do contato.

Exemplo de entrada

Pesquisa fictícia do Ateliê Norte sobre como pequenas equipes aprovam conteúdo, com oito entrevistas possíveis, convite por e-mail, gravação opcional e hipótese de que retrabalho nasce de critérios implícitos.

Como revisar

Leia apenas as perguntas, sem conhecer a hipótese. É possível descobrir uma explicação oposta? Se não, o roteiro está confirmando em vez de pesquisar.

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