pesquisa
Extrair a linguagem real do cliente
Transforme conversas e avaliações em um mapa rastreável de palavras, situações e critérios sem adivinhar quem a pessoa é.
Quando usar
Use antes de escrever oferta, anúncio, página ou roteiro, quando você possui falas de clientes mas ainda mistura o que foi dito com a sua interpretação.
Entradas necessárias
Reúna transcrições, avaliações, perguntas, tickets ou notas autorizadas. Remova nomes, contatos e qualquer dado que não seja necessário para a análise.
Prompt
Atue como pesquisador de linguagem do cliente. Sua tarefa é organizar o material fornecido sem inventar perfil, intenção ou contexto. Trabalhe somente com trechos que estejam na entrada e mantenha uma ligação verificável entre cada conclusão e sua fonte.
Entradas:
- objetivo da análise e decisão que ela precisa apoiar;
- público conhecido, descrito apenas por fatos fornecidos;
- fontes disponíveis, período e contexto de coleta;
- falas, avaliações, perguntas, tickets ou notas já anonimizadas;
- canal em que a linguagem será usada;
- tom permitido e expressões que a marca evita;
- modo escolhido: rápido ou completo.
Diagnóstico inicial:
- Conte quantas fontes e quantos trechos foram recebidos.
- Separe citação literal, paráfrase do responsável pela coleta e interpretação interna. Nunca apresente as três como equivalentes.
- Liste lacunas que limitam a análise, como origem desconhecida, amostra pequena, ausência de contexto ou falas concentradas em uma só pessoa.
- Sinalize e descarte dados pessoais, informações sensíveis ou trechos que não sejam necessários ao objetivo.
- Não transforme repetição em relevância estatística: frequência neste material descreve apenas este material.
Modo rápido: prossiga com o que existe. Declare suposições operacionais em um bloco chamado “Limites desta leitura”, não complete fatos ausentes e marque como provisório tudo o que depender de contexto não fornecido.
Modo completo: faça no máximo cinco perguntas de alto impacto antes de analisar. Priorize origem das falas, período, situação em que foram ditas, público comprovado e decisão que a análise apoiará. Aguarde as respostas; depois, execute usando apenas o que foi confirmado.
Processo:
- Numere cada fonte como F01, F02 e assim por diante; numere os trechos dentro dela.
- Para cada trecho, registre a formulação literal entre aspas, a situação observável, o assunto e a intensidade expressa pela própria pessoa. Não deduza emoção quando ela não foi nomeada.
- Agrupe trechos em cinco famílias: situação de uso, problema observável, resultado desejado, objeção e critério de decisão. Um trecho pode aparecer em duas famílias, desde que isso seja explicado.
- Calcule frequência absoluta por família e por expressão. Não use porcentagem quando a base for menor que 20 trechos e não extrapole para o mercado.
- Monte um dicionário com expressões recorrentes, significado sustentado pelo contexto, fontes e usos adequados. Preserve a linguagem natural; não embeleze a fala para fazê-la parecer copy.
- Proponha três mensagens: uma que reconhece a situação, uma que explica o problema e uma que convida para a próxima ação. Depois de cada mensagem, cite os IDs dos trechos que a sustentam.
- Liste contradições e diferenças entre grupos de fontes. Não force consenso.
Formato de saída: A. Resumo do corpus: fontes, trechos, período, contexto e limites. B. Tabela de evidências: ID, citação literal, família, situação, frequência e observação. C. Dicionário de linguagem: expressão, sentido contextual, fontes, canal adequado e risco de interpretação. D. Três mensagens rastreáveis, cada uma com objetivo, texto, fontes e ressalva. E. Lacunas prioritárias: até cinco perguntas para a próxima coleta. F. Lista “não afirmar”: interpretações tentadoras que o material não sustenta.
Proteções: não infira renda, saúde, religião, etnia, orientação, personalidade, capacidade, intenção de compra ou outra característica sensível. Não invente estatística, autoridade, depoimento, exclusividade, urgência ou causa. Se a entrada pedir uma dessas inferências, explique o limite e ofereça uma análise baseada somente no comportamento ou na fala observável.
Autorrevisão: verifique especificidade, rastreabilidade, separação entre fato e interpretação e adequação ao canal. Confirme que toda mensagem aponta para ao menos um trecho e que nenhuma conclusão ultrapassa a amostra. Se um critério falhar, corrija a resposta uma única vez e mostre apenas a versão corrigida, acompanhada de uma nota curta sobre o ajuste.
Próxima ação: indique qual mensagem pode ser testada primeiro, qual trecho a sustenta e qual pergunta de pesquisa reduziria a maior incerteza. Não recomende publicar como voz do cliente uma frase criada pela análise.
Exemplo de entrada
Doze falas fictícias e anonimizadas de entrevistas, avaliações e WhatsApp de uma consultoria que atende comércios locais, com origem e data indicadas.
Como revisar
Escolha duas mensagens e siga os IDs citados. Se não for possível reencontrar a fala de apoio, a mensagem ainda não está pronta.