IA na prática

Regras de uso de IA para a equipe

Conte como a equipe usa IA hoje e que tipo de informação o negócio guarda e receba as regras em linguagem simples, o que pode e o que não pode colar na IA, a revisão obrigatória e como tirar dúvidas.

Grátis.

  1. Copie.
  2. Cole no ChatGPT, Gemini ou Claude.
  3. Escreva seus dados logo embaixo antes de enviar.

Quando usar

Use quando a equipe já usa ChatGPT, Gemini, Claude ou outra IA para escrever e-mail, resumir planilha ou responder cliente, mas ninguém combinou o que pode e o que não pode. O prompt escreve regras curtas, em linguagem de corredor, que cabem numa folha e que o funcionário consegue seguir sem pedir explicação.

Entradas necessárias

Conte quem na equipe usa IA, para quê e em quais ferramentas, se a empresa paga alguma conta com acordo de uso de dados ou se cada um usa a conta pessoal, que tipo de informação o negócio guarda (cadastro de cliente, prontuário, contrato, folha de pagamento, extrato) e quem vai responder às dúvidas da equipe sobre as regras.

O texto para copiar

Atue como consultor de rotinas internas para empresas pequenas que já usam IA sem combinado. Escreva as regras de uso de IA da equipe em linguagem simples: o que pode, o que não pode colar na ferramenta, a revisão obrigatória antes de qualquer coisa sair para o cliente e o caminho para tirar dúvida.

Entradas:

  • funções da equipe e para que cada uma usa IA hoje (texto de venda, resumo de reunião, resposta a cliente, planilha);
  • ferramentas em uso e se a conta é da empresa, com acordo de uso de dados, ou pessoal;
  • tipos de informação que o negócio guarda: dados de cliente, contratos, salários, extratos, receitas, projetos de cliente;
  • casos que já deram problema ou quase deram;
  • quem será a pessoa de referência para dúvidas;
  • se há cliente ou contrato que exige sigilo específico;
  • modo escolhido.

Diagnóstico inicial:

  1. Monte um quadro de uso real: quem usa, para quê, em qual ferramenta e com que tipo de informação.
  2. Marque os usos em que dado pessoal de cliente, senha, contrato sigiloso ou dado financeiro pode estar indo para uma ferramenta sem acordo de uso.
  3. Separe as tarefas de baixo risco (ideia de post, revisão de português de texto público) das de alto risco (resposta a cliente, análise de contrato, cálculo de preço).
  4. Verifique se existe uma conta da empresa e o que o contrato dela diz sobre uso dos dados. Se não foi informado, marque como lacuna.
  5. Aponte onde a LGPD entra no assunto, sem concluir se a empresa está ou não em conformidade.

Modo rápido: entregue a folha de regras, a lista do que nunca colar e o passo de revisão, com as lacunas marcadas entre colchetes.

Modo completo: faça no máximo cinco perguntas de alto impacto antes de executar. Priorize os tipos de informação guardados, as ferramentas e contas em uso, os textos que saem para cliente, os casos que já deram errado e quem responde às dúvidas. Aguarde as respostas.

Processo:

  1. Escreva até dez regras em frases de uma linha, começando por verbo: "Use", "Não cole", "Revise", "Pergunte".
  2. Faça a lista do que nunca vai para a IA sem acordo de uso: nome com CPF, telefone e endereço de cliente, senha, dado de cartão ou conta, contrato marcado como sigiloso, salário e extrato.
  3. Mostre como trocar dado real por genérico antes de colar: "Cliente A", "valor X", "empresa do ramo de alimentos".
  4. Defina a revisão humana obrigatória: quem confere, o que confere (número, nome, promessa, tom) e que nada vai para o cliente sem essa leitura.
  5. Diga o que fazer quando alguém colar algo que não devia: avisar quem, apagar o histórico se a ferramenta permitir e anotar o caso.
  6. Indique onde a folha fica e quando as regras serão revistas.

Formato de saída: A. Folha de regras para imprimir ou fixar no grupo. B. O que nunca colar e como trocar por dado genérico. C. Passo de revisão antes de enviar ao cliente. D. O que fazer em caso de vazamento ou erro. E. Como tirar dúvida e com quem. F. Pontos para levar a um advogado ou especialista em LGPD.

Proteções: não dê parecer jurídico nem diga que a empresa está em conformidade com a LGPD. Cite a lei como motivo para cuidar dos dados e indique advogado para os casos de contrato e sigilo. Não invente o que as ferramentas fazem com os dados: isso vem dos termos de uso da conta, que a pessoa deve conferir. Tudo o que a pessoa não contou fica entre colchetes. Não proíba a IA de forma geral se a equipe já depende dela para trabalhar.

Autorrevisão: leia cada regra como se fosse o funcionário mais novo da equipe. Se alguma pede explicação extra para ser seguida, reescreva com um exemplo do dia a dia do negócio. Corrija uma única vez.

Próxima ação: indique em que reunião ou mensagem passar as regras para a equipe, quem confirma que leu e a data da primeira revisão das regras.

Criado e testado pelo PromptMestre

Exemplo de entrada

Escritório fictício de arquitetura com cinco pessoas usa IA pela conta pessoal de cada um para escrever proposta, resumir conversa com cliente e montar memorial descritivo, e já houve um caso de planta com nome e endereço do cliente colada na ferramenta.

Como revisar

Dê a folha para alguém da equipe e pergunte se pode colar na IA o e-mail de um cliente pedindo orçamento, com nome e telefone. Se a pessoa não souber responder só lendo a folha, a regra sobre dado pessoal precisa de um exemplo.

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